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Meninas na Programação

Meninas na Programação

O ambiente da computação é muito conhecido por ser predominantemente masculino: segundo a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio, do IBGE, apenas cerca de 20% das mulheres ingressam em cursos de tecnologia. Na atualidade, o setor de tecnologia ocupa um papel extremamente importante na economia, o que torna fundamental que ele seja ocupado pela parcela feminina da população. Mas como é possível fazer isso? Abaixo seguem alguns princípios que podem ajudar nessa conexão entre meninas e tecnologia:

Construção de autoeficácia

Autoeficácia é um conceito criado pelo psicólogo canadense Albert Bandura. Significa, basicamente, a crença que uma pessoa tem na própria capacidade de aprender algo ou resolver um problema. É um dos fatores correlacionados à baixa quantidade de mulheres no setor: as meninas costumam possuir um grau menor de autoeficácia nas habilidades necessárias para aprender a programar, mesmo que possuam altas habilidades, algo que geralmente é reforçado pelo ambiente social e pela falta de mulheres no setor. Assim, quanto mais uma menina acredita ser capaz de aprender algo, mais ela de fato consegue progredir no aprendizado,  e mais propensa se torna a se envolver profissionalmente com a área.


Estabelecimento de grupos femininos

Muitos dos aprendizados que ocorrem ao longo da nossa vida são possibilitados por modelos sociais que seguimos. Segundo Bandura (o mesmo psicólogo da autoeficácia), quanto mais nos identificarmos com os modelos que seguimos (outras pessoas que respeitamos, por exemplo), mais tendemos a aprender com esses modelos. Sendo assim, uma menina tende a aprender mais quando seu aprendizado ocorre junto a uma professora mulher ou a colegas, porque isso gera mais identificação com o modelo social. Existem vários grupos de mulheres que programam, como as PyLadies, Girls Who Code, Reprograma, MariaLab, entre outros. As meninas usam estes grupos para compartilhar seus conhecimentos umas com as outras em ambientes nos quais se sintam à vontade.

Obs.: Seguindo o mesmo princípio, também é válido apresentar modelos de mulheres bem sucedidas no ramo da programação, para que elas sintam que é possível se engajar no setor.

Aumentar a familiaridade das meninas com a computação desde cedo

Os aprendizados são facilitados quando começam em uma idade menor, não é mesmo? Quanto mais familiaridade uma menina cria com a computação na infância ou adolescência, menos ela tende a se sentir deslocada ou com bloqueios e dificuldades ao crescer e se deparar com estes temas na vida adulta. Por essa razão, colocar uma menina em contato com tecnologias e linguagens de programação desde cedo pode interferir em como ela irá perceber suas habilidades no futuro profissional e pessoal. Os cursos da Code&Play também podem ajudar as meninas a se sentirem mais à vontade com a programação, aprendendo no próprio ritmo.


Histórico: mulheres e programação


Olhando para os cursos relacionados a tecnologia e programação hoje em dia, não se tem essa percepção, mas as mulheres estavam bastante inseridas no início da programação. Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, o campo da programação foi bastante desenvolvido, principalmente por mulheres, enquanto os homens lutavam na guerra. Apesar de se tratar de um ambiente bastante masculinizado atualmente, a computação possui em seu histórico grandes mulheres, que fizeram grandes contribuições para o campo:

  1. Ada Lovelace

  2. Margareth Hamilton

  3. Hedy Lamar

  4. Grace Hopper

  5. Evelyn Berezin

Sua filha ainda não conhece programação? Inscreva-se já na Code&Play para uma aula experimental gratuita! Mostre que programação é também coisa de menina.

Escrito por Maria Clara Mendes