logo-fullbody.png

Code&Play Blog

Idade não é documento: conheça 4 programadores mirins que são sucesso no mundo da TI

Idade não é documento: conheça 4 programadores mirins que são sucesso no mundo da TI

Programar é apenas coisa de adulto, certo? Erradíssimo! A ideia de que a programação é coisa de ‘gente grande’ até soava normal há alguns anos, mas já não faz o menor sentido hoje. Atualmente, cada vez mais crianças e jovens marcam presença nesse universo e desenvolvem suas próprias inovações.

Isso não é por acaso. Para as gerações mais novas (ou ‘a geração Z’), as novas tecnologias da informação e da comunicação tornaram-se familiares. Muitas crianças nascem e vivem imersas nas tecnologias e aprendem precocemente, com imensa facilidade, a lidar com dispositivos da TI.

Por isso, programar tornou-se uma atividade também do público infantil. As crianças dominam como poucos os recursos tecnológicos atuais, talvez até mais que seus próprios pais. E elas vão além: a geração Z não quer apenas usar, quer também saber desenvolver suas próprias ideias.

Você é criança ou adolescente e quer começar a programar? Inspire-se aqui com histórias de quatro jovens programadores apaixonados pelos ‘0s e 1s’, que criaram aplicações inovadoras e se destacaram no mundo da TI.

Tomisin Ogunnubi, 15 anos

Tomisin Ogunnubi

Tomisin Ogunnubi

Vamos começar por Tomisin Ogunnubi, exemplo extremamente motivante. A jovem nigeriana chamou a atenção do setor de TI de seu país ao desenvolver o aplicativo móvel My Locator (Android), que contribui para resolver um problema de muitas crianças da cidade de Lagos.

A solução inovadora ajuda crianças a encontrem o caminho de casa quando se perdem na rua ou a entrarem em contato com o serviço de emergência de Lagos, em caso de necessidade.  

“Eu estava aprendendo mais sobre desenvolvimento de apps. Então, eu percebi que, se temos essas plataformas, por que não usá-las para construir algo que possa resolver um problema particular em meu ambiente?”, destacou ela ao jornal TechEconomy.ng.

Ogunnubi criou o aplicativo quando tinha 12 anos e graças a ele recebeu, em 2018, o prêmio ‘Rising Star Award’, da Women in Information Technology Society Nigeria (WIITSoN). Supermerecido, não é?

Samaira Mehta, 10 anos

Samaira Mehta

Samaira Mehta

Outro caso para você guardar na sua lista de inspiração é Samaira Mehta. Ela é filha de um engenheiro da Intel, vive em São Francisco e é apaixonada pela programação. Desde seus seis anos de idade, seu problema sempre foi o seguinte: como ensinar a arte de programar a outras crianças?

Foi aí que ela criou o CoderBunnyz, jogo de mesa que ensina os fundamentos da programação, facilitando o aprendizado dos pequeninos. Sua missão foi estimular todos a programar de uma forma muito divertida, como ela afirma em seu site.

Desde então, Mehta já realizou mais de 50 workshops em escolas, livrarias e empresas (entre as quais Google, Microsoft e Intel).  Achou pouco? Então, aqui vai mais: em 2016, a Casa Branca doou a sua iniciativa $ 2500 e, em 2017, ela foi condecorada com o prêmio Jovem Empreendedor, do Vale do Silício.

Para Metha, “se as crianças aprenderem desde cedo a programar, isso irá ajudá-las a obter um trabalho mais tarde. Isso significa que terão dinheiro suficiente para sustentar uma família e viver uma vida feliz”, disse em entrevista à Authority Magazine.

Anvitha Vijay, 11 anos

Anvitha Vijay

Anvitha Vijay

Muitos acham que só aprenderão a programar se comprarem cursos caríssimos e estudarem por muito tempo. Pois a história da australiana Anvitha Vijay mostra exatamente o contrário: com um computador (com Internet) na mão e uma ideia na cabeça, já dá para aprender muito.

Durante um ano, Vijay aprendeu a programar sozinha apenas assistindo a cursos e acompanhando tutoriais e fóruns na Internet. Gostou tanto do assunto que, aos nove anos, começou a desenvolver aplicativos para o sistema iOS, voltados à aprendizagem do público infantil.

Um deles é o Smartkins Animals, jogo em que a criança tem de associar nomes a imagens de animais para, assim, expandir o vocabulário. Outro é Smartkins Rainbow, que segue o mesmo estilo, mas é focado no aprendizado dos nomes das cores do arco-íris.

Para Vijay, aprender a “programar foi tão desafiante, mas eu estou muito feliz por ter persistido nisso”, disse ela à revista Fortune.

Em 2016, Anvitha foi convidada para participar no Apple Worldwide Developers Conference (WWDC). Ela foi a mais nova programadora fazer parte da edição do evento e ficou supercontente, pois realizou seu maior sonho: conhecer Tim Cook. Que honra, não acha?!

Mohamed Tariq Jaffar Ali, 12 anos

Mohamed Tariq Jaffar Ali

Mohamed Tariq Jaffar Ali

Muitos de nós vivemos uma infância ‘normal’: assistimos a desenhos, brincamos, fazemos a lição de casa etc. Mas esse não é o caso de Mohamed Tariq Jaffar Ali, que, quando tinha oito anos, fez algo incomum: criou seu próprio aplicativo, o Kids Zone (Windows Store).

A solução seleciona e agrega vídeos infantis do YouTube e, ao contrário do que parece, não exigiu de Tariq conhecimentos extraordinários em programação. Isso porque ele utilizou o App Studio, da Microsoft, feito justamente para quem não tem conhecimentos avançados poder dar os primeiros passos.  

Segundo reportagens, Tariq teve a ideia de desenvolver o aplicativo após participar com seu pai – que é programador – do Nokia Developer Day, evento direcionado a desenvolvedores de aplicações para dispositivos móveis. Saiu do encontro com a ideia na cabeça e colocou-a em prática logo em seguida.

Atualmente, Tariq está no sétimo ano da Academia Islâmica para a Paz, em Massachusetts, nos EUA. Em 2018, tirou o primeiro lugar no concurso de sua escola.

E você?

Aí estão quatro exemplos que servem de inspiração para você, criança ou adolescente, que está em dúvidas sobre começar ou não a estudar programação. Como dá para ver, não existe mais essa de ‘idade mínima’. Hoje, há inúmeras opções de plataformas para aprender a programar, gratuitas ou pagas. Escolha a sua e comece já!

Está em dúvida por onde começar? Conheça nossas opções de cursos de programação voltados para o público infantil.

Por Marcio Dos Anjos